A difícil missão de tomar partido meio à discussão de dois líderes irreflexivos e com discursos demagogos continua. Se Bolsonaro, de um lado, nega dados oficiais do próprio governo em prol de supostas informações que o privilegie, Macron faz discursos que deveriam ser rechaçados internacionalmente, seja pela soberba, seja pela ruptura com questões supranacionais de democracia e relação entre Estados Soberanos. Não fosse o tom politicamente correto que os absurdos ditos pelo presidente francês assumem, talvez ele seria mais questionado. Mas, enfim... Nesse contexto, acho que falta um pouco de atuação política de Bolsonaro em aceitar ajuda externa; ao passo em que acerta em bater de frente com as ridículas falas de Macron. Por parte de Macron, parece-me ser uma questão de caráter. Pede ao Brasil atitudes muito além daquelas que toma em relação à Guiana. Não bastasse, sugere ameaçar a soberania nacional. Até entendo que como liderança de um dos países mais poderosos do mundo, deve tomar e cobrar posicionamentos quanto à Amazonia. Mas um mínimo de coerência deveria ser requisito.
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