Oncinha é o meu pretinho básico Sabe o que fez com que o jeans, a camiseta branca e o vestidinho preto se tornassem peças básicas de quase qualquer armário? A quantidade de vezes que as usamos. A calça jeans, por exemplo, nem sempre foi um item básico para mulheres, que durante muito tempo sequer usavam a peça. Foi apenas na década de 60 que as calças compridas para mulheres foram introduzidas como um item de moda adequado e cobiçado. O que quero dizer com isso é que o básico na moda não necessariamente precisa remeter às cores neutras, cortes clássicos ou peças comuns. Tudo aquilo que usamos e vemos muito, com o tempo, pode se tornar um item básico. Afinal de contas, uma das principais vantagens de um look considerado básico é fazer com que a gente se sinta bem e seguro com a produção para quase qualquer ocasião, certo? E aí, é assim que eu justifico cada centavo que eu gastei em uma saia mídi de onça adquirida há mais de um ano. De início eu mesma pensei que seria aquela peça que eu usaria em algum evento especial, como um aniversário ou data comemorativa. Até por ser uma peça considerada tão marcante, não pensei em muitas produções ou opções de combinações, mas ainda assim me convenci que seria uma peça útil, o que confesso, tendo sempre a fazer. Mas não é que minha saia mídi de onça virou minha calça jeans do dia a dia? Sabe aquele dia em que nosso armário não parece colaborar, e algum tipo de fenômeno parece ter levado todas as nossas roupas embora? Pois é. É SEMPRE a saia de onça que procuro. Usei ela pelo último verão com todas as minhas camisetinhas, de todas as cores, e variadas sandálias. No inverno, colocava por baixo uma meia calça, uma bota, e as mesmas camisetinhas acompanhadas de uma jaqueta. Usei com tênis e malha pra trabalhar, com camisa e salto pra passear. Fui de aniversários a padarias sempre me sentindo bem e nunca sequer pensando se a tal da oncinha estaria demais. É claro que a peça e a estampa não viraram básicas de uma hora pra outra, mas assim como qualquer outra peça que usamos muito, vamos aprendendo a combinar, a coordenar e principalmente a se sentir seguro de que o seu básico, não necessariamente é o meu!
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