A última divulgação do Produto Interno Bruto brasileiro PIB referente ao segundo trimestre de 2019, feita pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, afastou o país da temida recessão técnica (após anunciado um crescimento da economia de 0,40 %), termo que faz parte do jargão dos economistas, ao caracterizar uma conjuntura econômica pela queda no nível geral de produção por dois trimestres seguidos. É válido ressaltar o papel da indústria da construção nesse resultado, que subiu 2% na comparação com igual trimestre do ano anterior (após 20 trimestres consecutivos de queda). Nesse sentido, após um embate político travado recentemente entre o governo federal (ao anunciar uma medida, questionável por especialistas, de liberação de saques visando alavancar o consumo) e os representantes desse setor pelos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS (já que o referido fundo é uma das principais fontes de recursos da construção civil no país) observamos as implicações sobre a economia, já que a liberação desse recurso para consumo foi limitada (R$ 500,00 por beneficiário), sobrando assim mais recursos para a construção. Em suma, constatamos a importância e o efeito multiplicador da renda aplicada nesse setor sobre a matriz de insumo-produto de uma economia e o papel da política, que orienta a alocação de recursos.
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