A agravante crise financeira do Botafogo ganhou mais um triste capítulo na segunda-feira. Há quase dois meses com os salários atrasados, alguns funcionários da sede social do Fogão não foram ao trabalho por falta de dinheiro para pagar a passagem. Com a crise, o alvinegro acumula dívidas e pagamentos atrasados a atletas do time e a funcionários da sede do clube e do estádio Nilton Santos. O maior impacto é sobre os funcionários - os que continuam indo ao serviço vêm pagando o transporte público com dinheiro próprio, além de praticamente não contarem com auxílio para alimentação. Em agosto, o Botafogo colocou de 15 a 50 reais nos cartões de vale-refeição dos funcionários para o mês inteiro, uma média de 50 centavos a R$ 1,60 por dia. E até o momento não há qualquer perspectiva para os trabalhadores, que seguem sem nenhum tipo de resposta da direção do clube. Na semana passada, o estádio Nilton Santos também teve a água cortada por falta de pagamento. O alvinegro precisou recorrer ao ex-presidente Carlos Augusto Montenegro para quitar os atrasos com a CEDAE. Enquanto concorrentes da Série A nunca viveram fases tão opulentas quanto agora, a exemplo de Palmeiras e Flamengo, outros times tradicionalíssimos como o Botafogo parecem entrar num buraco sem fim. Uma lástima para um dos clubes que baseiam a história do futebol brasileiro. O que fazer pra tirar o Fogão dessa crise?
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