A falência total da guerra às drogas. Se pudéssemos eleger uma das políticas mais fracassadas da história do Brasil, sem dúvida a "Guerra às drogas" estariam no topo da lista. Algumas das consequências já são conhecidas por todos, como a violência nas proximidades das regiões de tráfico, a exploração de crianças e jovens como olheiros e aviõezinhos e a violência policial contra usuários de drogas. O Rio de Janeiro, encabeçado pelo governador Wilson Witzel, que flerta fortemente com políticas fascistas e autoritárias, está nos apresentando das maneiras mais radicais possíveis outras consequências do acirramento de políticas de repressão contra o tráfico de drogas. As primeiras foram notadas nos últimos meses, com o grande aumento da morte de pessoas não envolvidas com o tráfico e os números assustadores de homicídios cometidos pela polícia do Estado. O segundo, apresentado pela notícia em questão, escancara que o tráfico de drogas não é algo feito por "bandidos" e "marginais" apenas, mas também por forças do institucionalizadas, pela polícia e pelo Estado. Quem morre são os pobres e negros nas favelas, mas quem lucra são os poderosos.
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