=A BRECHA CAMPONESA= A Brecha Camponesa representou uma alternativa para os escravocratas no Brasil a partir do final do século XVIII. Tornou-se prática comum a ponto de receber instruções normativas por parte da Metrópole. Consistia na concessão de pequenos lotes de terra aos escravos, para que ali pudessem viver e produzir, tendo inclusive a liberdade de vender os frutos de seu trabalho e até mesmo estabelecer parcerias na criação de animais em pequena com os proprietários. Essa prática, não excluia o trabalho escravo na grande lavoura e em outras atividades, mas contribuia para diminuir os conflitos e as fugas, estimulava a formava de famílias de escravos, aumentava os lucros sobre o trabalho dos proprietários ao diminuir os custos com os escravos, já que estes eram responsáveis por produzir seu sustento. A coroa portuguesa regulamentou, por exemplo, um dia de folga semanal para os escravos que estavam envolvidos com essa prática para que pudessem trabalhar em suas roças. Regulou também a possibilidade de uma espécie informal de "testamento", através do qual o escravo podia deixar "seu" lote para terceiros. A Brecha Camponesa nos mostra que a escravidão no Brasil mudava ao longo do tempo, adaptando-se aos contextos e necessidades quanto à manutenção da própria instituição.
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