Folha de S. Paulo: "A equipe econômica discute com o Congresso a antecipação de medidas de cortes nos gastos públicos previstas apenas em caso de estouro do teto de gastos. Em parte, a medida é um esforço para contentar o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que afirmou na semana passada temer que o corte no Orçamento afete sua reeleição em 2022. Os debates incluem a redução da jornada de trabalho de servidores, com diminuição dos salários, e o aumento de tributação sobre funcionários públicos. A previsão é que possam gerar ao menos R$ 102,3 bilhões para a União em um ano. Do lado da equipe econômica, as mudanças são consideradas necessárias porque há dificuldade de cumprir as regras fiscais no formato que existem desde a criação do teto de gastos, em 2016. Neste ano, o Executivo bloqueou recursos para ficar dentro da meta fiscal (que estabelece um déficit de até R$ 139 bilhões). No ano que vem, a dificuldade maior será atender ao teto de gastos (que impede o crescimento de despesas acima da inflação). As mudanças são discutidas com base na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 438, que altera as normas fiscais."
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