Se seu objetivo é ter liberdade, viver sem chefe, enriquecer rapidamente ou fugir do desemprego, não empreenda. O melhor motivo para dar esse passo, é vocação. Trata-se de uma carreira como qualquer outra e, por isso, exige aptidão. _“É preciso ter controle sobre a ansiedade. No mesmo dia você fecha uma reunião que queria e tem um problema com o produto. Quem não está acostumado a uma montanha-russa de emoções se perde."_ Ao tomar a decisão, é importante deixar de lado a imagem glamourosa do dono de startup. Ter isso na cabeça é como escolher ser chef pensando nas estrelas Michelin e não nos legumes a picar. “Em 90% do tempo você não vai fazer o que ama: vai trabalhar como: contador, advogado, pagar boleto, falar com banco. São coisas muito enfadonhas, você vai em palestras de empreendedorismo e te dizem: ‘Vem, vai ser fácil, na crise é que é bom’. E não é. Histórias inspiradoras de pessoas que montaram algo com R$ 20 mil reais omitem o fato de que, nos primeiros anos, é difícil o negócio dar lucro e deve-se bancar todo o custo de vida nesse período sem ganhar salário. Tem mais chances de sucesso, quem tenta montar algo próximo de sua área de atuação, em vez de uma startup com um produto inovador. Começar com algo complexo demais, aliás, pode ser ruim, porque é provável que não se consiga executar uma boa ideia. Se estiver decidido a empreender, a primeira coisa a fazer é buscar capacitação. Os cursos para executivos, de gerenciamento de equipes de alto rendimento, por exemplo, são pouco úteis quando é você o responsável por tudo, desde consertar a internet que caiu. É lembre-se há uma diferença entre resiliência e teimosia —caso de persistir em algo que perde dinheiro. “É melhor parar, fechar a empresa, pensar no que poderia ter feito melhor, ainda com dinheiro para investir, e tentar de novo.”
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