Paulo Guedes quer uma nova CPMF. Fora ser um estelionato eleitoral, já que foi prometido na campanha que a CPMF não voltaria, a medida provavelmente é um erro em seu objetivo. A justificativa (vamos imaginar que é honesta) é desonerar a folha de trabalho e jogar os impostos para outro lugar. O objetivo disso é reduzir custos do trabalhador e aumentar contratações, assim "todos pagam pelo INSS". O problema é que custo de trabalhador dificilmente é motivo para não contratar. Os outros dominam. Tenho um Empório. Jamais contrataremos alguém e ponto final. Prego batido com ponta virada. É nosso business model. O motivo? CLT. Podemos ter contrato temporário, contratar uma sommelier para atender clientes como um serviço. Mas CLT? Jamais. Nenhuma mudança tributária mudará isso. Onde a CLT é inevitavel? Indústria. De resto se passa por baixo. E a indústria sofre enormes incertezas hoje por causa do futuro econômico do Brasil, dos custos de energia e dos custos de maquinários. Onde mais podemos ver efeito? Grande varejo? Difícil. Empresas como a Havan, Pão de Açucar etc são mais dominadas por demanda. Não que isso vá gerar zero empregos. Algo vai ser gerado, ok. Mas deixar de chutar a perna esquerda para chutar a direita vai mudar muito pouco. Foquem na simplificação.
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