Dado o processo de formação econômico do Brasil, à luz da bibliografia de Celso Furtado, e todas as disparidades socioeconômicas observadas na conformação da realidade da nossa economia, sou defensor do investimento público estratégico em educação, de modo a superar gargalos rumo ao nosso desenvolvimento econômico e social, digamos em observância às nossas demandas enquanto Nação. Sim, acredito em um paradigma de crescimento e de desenvolvimento econômicos que não seja importado, mas originário de um diagnóstico doméstico das nossas carências e potencialidades. Em grande parte, esses centros de conhecimentos espalhados pelo país já atendem, e devem atender mais, ao interesse local na oferta e na demanda da pesquisa, uma vez que o potencial do efetivo diálogo, sociedade e Universidade manifesta -se a partir de programas de extensão, consultorias técnicas, empresa júnior e na promoção de congressos (Que contribuem diretamente no sentido de ensejar, e compartilhar, novos estudos). O país precisa alavancar a geração de valor, tanto em termos de capital humano quanto em termos de produtos e serviços. Precisamos diversificar a nossa pauta de exportações tornando -a menos dependente dos gêneros primários-exporadores. Só atingiremos esse fim, com a geração de conhecimento, inclusive em um processo que seja de acordo com a realidade local e a universidade pública e a pós-graduação já possuem esse potencial transformador. __ _Dados do relatório " Education at a Glance ", divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ( OCDE ), mostram que o Brasil ainda está engatinhando no que diz respeito à pós-graduação . De acordo com o estudo, entre os 35 países com dados disponíveis sobre o tema, o Brasil tem a terceira menor taxa de pessoas entre 25 e 64 anos que possuem doutorado. Enquanto no país esse índice é de 0,2% dessa população, a média das nações que compõem a organização é quase seis vezes maior, alcançando 1,1%._
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