Política ambiental de Bolsonaro pode queimar acordo Mercosul-União Européia? Se depender de Macron não haverá ratificação, ou melhor, ele irá promover um discurso de modo a proteger o escopo da agricultura de seu país, mas em contrapartida pode colocar em risco o mercado consumidor do Sul, de bens e serviços industrializados, ou seja, de maior valor agregado. De antemão sabemos que a ratificação do acordo não depende exclusivamente da França, mas de antemão diante dos últimos eventos relacionados à política ambiental de Jair Bolsonaro em um contexto no qual a agenda de sustentabilidade ganha espaço no Capitalismo ocidental, teremos um grande embate político e diplomático internacional. Segundo especialistas, para avaliar os riscos de não-ratificação é preciso acompanhar o debate político na Alemanha (potência econômica do bloco e mais industrializada), país europeu que seria o maior beneficiário do acordo comercial. É bom termos em mente, que a indústria europeia seria totalmente beneficiada, haja vista que os países sul americanos são dependentes de bens industrializados dos países centrais e poderiam consumir os gêneros primários-exportadores do Brasil, a um custo menor, que o produzido pelo mercado agrícola francês, por exemplo. É válido ressaltar que por vários fatos históricos e políticos, a diferenciação na estrutura de custos desses gêneros, possui prós e contras.
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