Oito estados dos Estados Unidos da América EUA iniciam uma investigação contra o Facebook por práticas monopolistas, em síntese, reguladores tentam determinar se o gigante tecnológico abusa de seu poder de mercado na gestão de dados e publicidade. A empresa figura entre as maiores do mundo, na maior economia do mundo, cuja bandeira liberal assume protagonismo no cenário político e econômico. Nesse contexto, questiono somente se no curto e médio prazos, a ausência de empresas concorrentes, por ora capazes de fomentar a competitividade que beneficia tanto o mercado, em termos de produtos e serviços, quanto os consumidores é natural do mercado. É válido ressaltar que a prática monopolista expõe, inclusive a economia americana domesticamente e ocasiona externalidades negativas em outros mercados. Imaginemos se não houvessem essas denúncias, aguardaríamos no curto e médio prazos as consequências dessas práticas acabarem no longo prazo? A competitividade seria um ponto positivo do mercado somente no longo prazo, nesse cenário das grandes inovações, depois que a tecnologia for superada e novos concorrentes entrarem no mercado? Todo capital acumulado na fase de maior poder de mercado, é por si só capaz de induzir à outra inovação, retroalimentando um novo ciclo de monopólio. Pelo menos partilhamos da tecnologia né, melhor pensarmos assim. E a grande questão aqui entra no campo da chamada Economia da Informação (dos dados).
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