Ao que tudo indica, a intenção do superministro da economia, de criação de um novo tributo, aos moldes da extinta CPMF, denominando-se na mídia por Nova CPMF, é fatídica, haja vista que ele persistirá na sua criação, apesar das resistências, inclusive do presidente da república, Jair Bolsonaro. O mais recente fato envolvendo a polêmica possibilidade de expansão da nossa base tributária foi demissão do secretário especial da Receita Federal, que por conseguinte era visto como patrocinador da pauta. Ao que tudo indica, a proposta de Reforma Fiscal a ser encaminhada pelo Poder Executivo tende a passar longe da questão do pacto federativo brasileiro, que concentra recursos no governo federal e coloca as unidades federativas réfens de suas despesas. Digamos que essa centralização agrava a guerra fiscal entre os estados e alimenta um desenvolvimento econômico, cujo pano de fundo é baseado na disparidade regional observada no país. Deveria haver um esforço no sentido da simplificação fiscal, em busca da progressividade fiscal, pelo fim das políticas de desoneração das grandes empresas e tantas outras renúncias fiscais que ocorrem desde sempre, para o grande capital ( que sequer tem investido).
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