=A POLITICA DO CAFÉ COM LEITE= A chamada "Política do Café com Leite" consistia numa ação política conjunta do PRP - Partido Republicano Paulista e do PRM - Partido Republicano Mineiro, com o objetivo de acordarem um candidato comum no qual depositarem os votos dos dois estados, que eram os maiores colégios eleitorais do país entre 1889 e 1930 (República Velha). O que garantiria todos os privilégios derivados dos favores e investimentos do governo federal para esses estados. É uma ação política derivada da "Política dos Governadores", que consistia na formação de um compromisso de vários estados em formar, com seus deputados federais e senadores, uma sólida e confiável base de apoio ao presidente da República. Claro, e como sempre, em troca de favores como cargos públicos e investimentos federais. É bom lembrar que esses acordos nem sempre foram fáceis, e por diversas vezes a "base governista", como chamamos hoje, conseguiu ir para as urnas unida. As grandes vantagens do sistema oligárquico foram a capacidade dos "coronéis" de conduzir o "voto de cabresto" dos eleitores e a impunidade, que garantia que a corrupção eleitoral resolvesse o problema de crescimento de opositores, como ocorreu na "Campanha Civilista", envolvendo Ruy Barbosa, de um lado, e Hermes da Fonseca de outro. Como neste exemplo, Minas e São Paulo tiveram que abrir mão de suas preferências em nome da manutenção do controle político dos setores no poder. Outra coisa interessante de ser perceber, e valiosa para a sua prova de vestibular, é que o nome "Café com Leite" não corresponde à realidade objetiva. Na verdade, era um acordo, um arranjo, entre as OLIGARQUIAS CAFEEIRAS de Minas e de São Paulo, maiores produtores do país, como se vê no gráfico da postagem.
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