“Mulheres são maioria nas universidades brasileiras, mas têm mais dificuldades em encontrar emprego”. Os dados apresentados no relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE + 10 países incluindo o Brasil, com edição atual focada em educação superior informa-nos sobre a realidade do segmento no país a partir da distinção por gênero. Inicialmente, tendo em vista o contexto de contingenciamento do gasto público para a educação pública/federal e ensino superior + pesquisa no país, um relatório internacional tende a contribuir objetivamente sobre tema, no sentido de trazer dados nacionais com a possibilidade de serem comparados com os dados de outros países, que por ora apresentam melhores indicadores. Ressalto ser de suma importância a validação da fonte, para qualquer dado, principalmente na Era das Fake News. Em suma, o relatório em questão observou que as mulheres brasileiras são maioria em termos de ingresso e conclusão da formação superior; há distinção em termos de empregabilidade entre mulheres e homens, tanto para o contexto de trabalhadores com formação do nível médio, técnico quanto superior, sendo os homens com as melhores taxas. A escolha das carreiras pode ser elencada como um fator, mas a questão não se limita a isso, ou seja, existe influência do gênero na empregabilidade. Educação é investimento, é inovação e deve ser estratégica para o desenvolvimento econômico e social do país (também para crescimento econômico). O estudo aponta que mais de 75% dos estudantes de graduação no Brasil estão em Universidades PRIVADAS, “em grande contraste com os países da OCDE, em que essa é a situação de menos um terço dos alunos. _Enquanto 18% dos homens brasileiros de 25 a 34 anos têm ensino superior, essa porcentagem sobe para 25% entre as mulheres da mesma faixa etária (mesmo assim, muito abaixo das médias da OCDE, de 38% para homens e 51% para mulheres, segundo dados de 2018). Embora a disparidade de gênero na educação favoreça as mulheres, a situação no mercado de trabalho é ao revés", afirma o relatório, destacando que a prevalência feminina na educação superior brasileira é uma das maiores entre todos os países estudados._
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