Temos vários processos acontecendo no macro agora. O que é importante notar deles não é só o que são, mas a violência deles. Várias coisas apontam para falta de liquidez. Isso é o importante de notar. Isso porque é exatamente essa a previsão austríaca sobre crashes. Crédito aperta, liquidez desaparece e movimentos se intensificam. Não é um evento em si que desencadeia uma queda, mas o fato de que o mercado em si não tem mais liquidez para aguentar quedas. Quando a liquidez desaparece, um movimento que severia ser pequeno vira grande, o que desencadeia outro e outro e por aí vamos. Não é só eu falando. O banco central europeu concorda. Por isso voltaram a baixar juros e injetar liquidez via impressora. Além disso, o FED baixou juros e voltará a baixar novamente. Isso é a admissão de que temos um problema de liquidez. Pior, o grande comprador de ações nesse ciclo dos últimos dez anos foi... as próprias empresas. Recomprando ações. Isso porque a economia está tão distorcida e zumbificada que o único investimento que faz sentido para muitas delas é se comprar de volta. Isso reduziu severamente o numero de ações em circulação, o que aumenta a força de movimentos para qualquer lado. Em fevereiro de 2018 isso desencadeou uma explosão de vix, quando todo mundo que estava short vix, direto ou sintético, foi espremido até vomitar. A dow registrou a maior queda de sua história em um único dia. Hoje a liquidez está ainda menor. Segundo agravante: déficits. Trump jogou o deficit dos EUA para um trilhão e nos próximos dois a três meses o Tesouro americano terá que fazer enormes compras de títulos. Na Europa temos o mesmo, justo por isso Draghi se adiantou para injetar liquidez e tentar segurar. Vai segurar? Não sabemos. Especialmente com Alemanha abrindo déficit. Isso gera um gigantesco buraco negro de dinheiro saindo de áreas produtivas para ir para o estado. É razoável esperar que o Powell volte com o QE, e se não, é razoável esperar graves problemas nos mercados até o fim do ano.
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