=Gastar Mais e Gastar Bem São Coisas Muito Diferentes= No Brasil, quando se conversa sobre qualidade da educação, quase que automáticamente alguém vai dizer que "é preciso aumentar os gastos públicos com educação", acompanhado de "é preciso "valorizar" os professores" (isso significa aumentar os salários, e não uma perspectiva mais ampla de valorização. Mas o fato é que nada disso garante uma melhoria nos índices de qualidade da educação no país. Aliás, em país algum. Não há relação imediata ou direta nisso. E, antes de continuar, já gostaria de dizer que meu objetivo aqui não é justificar cortes na educação, mas discutir como garantir a melhoria da qualidade na educação: isso é o mais importante para o país e geralmente acaba ficando em segundo plano ou simplesmente não é seriamente discutido, uma vez que a solução "mágica" de mais gastos e mais salários sempre aparece. O Brasil tem um percentual de gastos com educação em relação ao PIB compatível com a maioria dos países do mundo, e até gasta mais, comparado com alguns, mas não tem os mesmos resultados. O que melhora a qualidade na educação é a qualidade nos gastos com educação: mais recursos didáticos em sala de aula, planejamento e controle dos resultados pedagógicos, metas claras e sistemas de checagem dessas metas.
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