Pelo visto o que parecia ser um burburinho ou um mi mi mi de ineficiência de Estado ou do Direito do Trabalho aqui no Brasil também está causando muito debate na economia dos Estados Unidos da América EUA. As questões envolvendo as tecnologias estão promovendo rupturas, a chamada economia disruptiva que por ora fundamenta-se em tecnologias disruptivas são de fato, as novidades do nosso mundo contemporâneo, mas precisamos de ponderação, haja vista que ora consumimos trabalho (dispensado por outrem) ora ofertamos nosso trabalho. De fato, devemos nos atentar quanto eventual tantativa de ruptura com aquilo que chamamos de Direito. No caso da Uber, a tecnologia chegou e alterou a conformação do serviço de transportes particulares prestados nas cidades. Um serviço inovador que rompeu com a prestação de serviços pelo monopólio dos táxis (concordo plenamente em combater monopólios pois geram ineficiências). Aproveito o ensejo no sentido de mensurarmos pelo custo benefício da tecnologia, que estrutura-se na economia brasileira como uma via para o empreendedorismo (discurso amplamente difundido nos últimos anos). Será empreendedorismo ou precarização do trabalho? Devemos desconstruir todo o direito positivado acerca do trabalho? Quem é o principal beneficiado, não seria aquele que possui poder econômico? Ressalto que defendo a tecnologia, grande Schumpeter, mas devemos nos atentar aos impactos e com relação aos limites necessários (discussão democrática). Defendo discussões democráticas em observância ao custo e benefício social (nesse caso). Não estou a defender Estado. Defendo um Estado Democrático de Direito, isso sim, até que surja algo melhor. _A primeira grande batalha política nos Estados Unidos contra a economia colaborativa da Uber explodiu nessa semana na Califórnia com a aprovação provisória de uma lei que ataca a raiz do modelo de negócio dessas empresas. O Senado californiano aprovou na noite de terça-feira um projeto de lei que considera que os motoristas de plataformas como a Uber e a Lyft são funcionários. O alerta soou no Vale do Silício e a Uber ameaça levar o assunto à votação. É o primeiro grande confronto das empresas de tecnologia com o Estado._
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