A Argentina segue com sucessivos fatos de ordem política e econômica que estão alimentando com pessimismo a expectativa dos agentes econômicos (famílias, empresas e governo) e dos investidores. O mês de setembro, que antecede o pleito político, promete muita apreensão, principalmente quanto às forças do mercado financeiro. Segundo matéria, “os argentinos fazem fila nos bancos para tirar economias em dólar com medo de confisco”. É válido ressaltar que a economia Argentina encontra-se em um cenário interno marcado pela disputa presidencial, que surpreendentemente para o mercado, aponta para a vitória da oposição a Macri, cujo governo dentre tantas ações foi orientado no sentido de implementação de políticas voltadas para a estabilização macroeconômica, da moeda, da taxa de inflação e da dívida pública do país. Nessa conjuntura, a pauta social assistiu ao aumento da taxa de pobreza, ou seja, argentinos à mercê da penúria conjuntural do país. Curiosamente, merece atenção o fato de que a assessoria econômica da oposição é ortodoxa, o que de fato não tende a alterar as medidas de curto prazo a serem implementadas pela agenda de governo, caso seja eleito. O desafio será compatibilizar as demandas sociais, que massacram no curto prazo, à necessária estabilização econômica. As expectativas de otimismo desses agentes convergem para a oposição.
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