Valor Econômico: "A Argentina deveria ter superávit primário, reduzir impostos, suspender controles às importações e adotar um regime de taxa de câmbio flutuante. Esse conjunto de medidas ortodoxas para corrigir desequilíbrios da economia faz parte do receituário de Guillermo Nielsen, assessor do candidato kirchnerista Alberto Fernández. Nielsen é cotado para o Ministério da Fazenda caso o oposicionista seja eleito presidente em outubro. Nielsen está na ala ortodoxa da campanha de Fernández. Funcionário da Fazenda no governo de Néstor Kirchner (2003-2007), ele cuidou da reestruturação da dívida com credores privados pós-crise de 2001 e da renegociação do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2003. A campanha de Fernández vem fazendo um esforço para se distanciar do governo da ex-presidente Cristina Kirchner - candidata a vice de Fernández - e sinalizar uma política econômica moderada. O esforço para tranquilizar mercados mostra mudança de tom em relação a ministros da Economia de Cristina, como Axel Kicillof. Nielsen minimiza o ruído que tem marcado a relação Brasil-Argentina e afirma que ele tende a desaparecer, mesmo se Fernández, que já foi criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, vencer. 'Os países não têm amigos ou inimigos, têm interesses permanentes', diz. 'Não dou importância às divergências que vejo em algumas declarações.'"
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