Agronegócio, a inesperada resistência ao desmonte ambiental de Bolsonaro. Assassinato de agente da Funai no Amazonas, na última sexta, é mais um elemento de tensão em zona de conflito da fronteira. Pelo visto as questões envolvendo a preservação da Floresta Amazônica irão render um amplo debate, cujo alcance estende-se a todo globo terrestre. O discurso do governo federal orienta-se no sentido do desenvolvimento econômico da região amazônica, que por ora, reflete amplamente as ondas dos mercados . A discussão acerca da sustentabilidade no século XXI exige uma ruptura com o modelo de crescimento e desenvolvimento econômicos vigentes. Em termos práticos, os agentes econômicos são as unidades fundamentais nesse progresso, já que representam-se também como demanda, que pode ser comparada à selvagem e à predatória, aquela que devastou a costa brasileira, desde o Brasil colônia. Como assim demanda? Como assim mercado? Basicamente, pelo fato do uso do fator de produção terra tornar-se uma fronteira a ser devastada, dando lugar ao gênero agrícola, ou recurso natural, pelo qual o mercado estiver pagando mais, reproduzindo assim, o velho paradigma da maximização do lucro à qualquer custo. _"A ameaça às florestas é uma ameaça aos negócios. E empresários e ambientalistas pretendem desmontar a ideia de que a preservação ambiental é um freio ao desenvolvimento econômico. Uma tese que o chefe de Estado defende frequentemente, como se ambos fossem incompatíveis. "Existem extensões que já estão desmatadas. Não é preciso cortar uma árvore da Amazônia para aumentar a produção e a participação do país como um celeiro importante no mundo", afirmou, nesta segunda em um evento da revista Exame Pedro Parente, presidente do conselho de administração da BRF, uma das principais companhias de alimentos do mundo."_
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