A economia mundial se detém. O Fundo Monetário Internacional FMI diminuiu em julho sua previsão de crescimento global para 3,2%. As tensões geopolíticas que assolam o planeta – principalmente, as comerciais – explicam essa parada que se alimenta com os países ricos. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE anunciou que o clube das 36 economias mais desenvolvidas avançou só 1,6% no segundo trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2018. É a mais baixa porcentagem em três anos. Os países da OCDE têm febre, mas ela é especialmente alta na União Europeia UE. Os piores dados vieram do Reino Unido e Alemanha, com grandes retrocessos do PIB trimestral. Países ricos crescem ao menor ritmo em três anos pelos riscos globais e OCDE constata a estagnação mundial. A partir dessas considerações, um cenário externo assolado por indicadores negativos, tende a contribuir para as demais economias do globo voltarem-se para suas políticas domésticas. O que de fato tem ocorrido é a implementação de políticas monetárias expansionistas, de modo a incentivar o consumo interno, ou seja, como a redução da Selic no Brasil. A situação está diretamente relacionada à guerra comercial entre as maiores economias do mundo, Estados Unidos da América EUA e China, já que assumem a dianteira do nível de produção mundial e ao invés de produzirem trocam tarifações, em virtude do protecionismo na esfera comercial. As Instituições internacionais, como a Organização Mundial do Comércio OMC , seguem omissas e parecem irrelevar os efeitos desse embate sobre as demais economias, cujo pano de fundo é a questão da ordem geopolítica mundial. A despeito da economia brasileira, deve-se ter em mente que a componente externa do nosso produto, será afetada duplamente, acrescentando-se a crise da nossa vizinha Argentina.
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