O drama do Figueirense na temporada parece não ter fim. Além da agravante crise financeira nos bastidores, o clube catarinense ainda viu a própria torcida cometer atos de vandalismo no seu estádio, durante a derrota por 2 a 1 para o Sport, em partida válida pela Série B. Ainda no primeiro tempo, quando os pernambucanos venciam por 1 a 0, torcedores revoltados do time da casa começaram a quebrar os vidros que dividem as arquibancadas do campo. Funcionários do Figueira e a segurança do estádio se mobilizaram de imediato ao local para fazer a limpeza e prevenir mais danos. No final da partida, a equipe mandante deixou o campo sob vaias da torcida, que também protestou diretamente contra membros da diretoria, comissão técnica e jogadores. A derrota só aumentou o drama do Figueirense, que chega a treze jogos sem vitória. O time catarinense soma 22 pontos e é o vice-lanterna do campeonato. Ao longo deste ano, o Figueirense também viveu diversos episódios que alimentaram a crise no clube. O time sofre com atrasos salariais de atletas e funcionários, que culminaram na greve do elenco que levou à derrota por W.O. contra o Cuiabá. Com a imagem e a reputação manchadas, os catarinenses ainda veem fornecedores rescindirem com o clube por falta de pagamentos. Dois fatores agravaram a crise neste final de semana. Jogadores da base ficaram sem comida antes do jogo contra o Avaí, pelo campeonato estadual da categoria. Funcionários e atletas tiveram que fazer compras emergenciais do próprio bolso para se alimentarem. E para piorar, os atletas do profissional estão sem plano de saúde devido aos atrasos. No jogo de domingo, o volante Zé Antônio sofreu uma pancada na cabeça e precisou ser substituído. Para fazer os exames após a partida, o jogador também precisou pagar do próprio bolso. Procurado pela imprensa, o clube preferiu não se posicionar em relação a nenhuma das duas situações. Depois de chegar a regularizar os salários atrasados no último mês, o Figueira voltou a atrasar salários de agosto. Diante da sequência de atrasos de pagamentos no clube, o time corre risco de ser punido com perda de pontos na Série B. Enquanto isso, o presidente do Figueirense, Cláudio Honigman, não dá as caras no Orlando Scarpelli há um bom tempo. Como o Furacão vai sair dessa?
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