Os objetos sagrados do Candomblé e Umbanda foram apreendidos em batidas policiais em terreiros no início do século passado, cumprindo o que estabelecia os artigos do Código Penal de 1890, e posteriormente, o de 1942. O acervo até hoje pertence à polícia, e está exposto no Museu da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, onde funcionou o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) ao longo da ditadura militar brasileira. Em 2017, teve início a campanha Liberte Nosso Sagrado, que reivindica a transferência da coleção para outro espaço, o movimento conta com o apoio de mães de santo, pesquisadores, ativistas do movimento negro, organizações da sociedade civil e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2018, o então chefe da Polícia Civil assinou um acordo para transferir as peças para o Museu da República, mas com a mudança de governo, a transferência ainda não foi alcançada.
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