Ataque na Arábia Saudita, um teste de estresse para a Petrobras. Na televisão, Jair Bolsonaro afirma que não haverá repasse imediato no preço dos combustíveis controlados pela estatal. Bombardeio é novo fator de instabilidade para setor, chamado de "11 de Setembro" do petróleo. No caso da economia brasileira, a alta externa do preços do petróleo possibilitaria uma avaliação pela Petrobrás, se poderá ou não, manter a política adotada de alinhamento de preços do combustível, adotada há alguns anos, no mercado doméstico, frente às oscilações internacionais. É válido ressaltar que, em um passado recente, houve intervenção da Petrobrás nos preços, na suspensão do reajuste frente às cotações internacionais, a partir da solicitação do Governo Bolsonaro. O governo segurou preços e quer segurar novamente? Essa prática é liberal? Ao que tudo indica, parece que o governo, se necessário, irá intervir nos preços novamente. _"Tudo irá depender de quanto tempo essa crise e o preço mais alto irão durar. Ainda que seja constatado posteriormente que os danos não foram tão grandes e que a produção saudita voltará a normalidade em pouco tempo, só o fato do risco de uma ação dessas acontecer de novo pode elevar o preço por mais tempo. Pode não ser algo tão passageiro", explica o professor Maurício Canêdo, da FGV . "Aí, de fato, teremos um teste para ver se a política da Petrobras repassa o preço internacional para refinarias e, consequentemente, para os consumidores ou continua sujeita a pressões de grupos organizados e irá controlar os preços", completa._
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