Em seu último livro, Capital e Ideologia, Thomas Piketty, analisa a formação das desigualdades e suas justificativas ideológicas. Nessa ótima entrevista, nos dá pistas para um horizonte mais igualitário. Autor das obras O Capital no Século XXI e Economia da Desigualdade, ele muito contribui com uma discussão crítica sobre a temática da desigualdade (somos indivíduos diferentes, questiono a elevada concentração e as suas implicações socializadas) e do capital à luz dos fatos históricos. Admiro absurdamente a multidisciplinariedade e a visão holística desse economista francês (adoro a História desse país, só não mais que a nossa História, França de les Miserables) que passa pela História, economia e ciência política. A contribuição desse profissional é de suma importância ao abordar o que não tem importância para os mercados, digamos pelo menos no curto e médio prazos. No caso da economia brasileira, por exemplo, como não questionar o fato de figurarmos como a 9° economia do mundo (com base nos dados do PIB de 2018) e ainda não termos conquistado um relativo grau de bem estar social, universal? Basta verificarmos objetivamente os indicadores IDH e Índice de Gini. Uma resposta pertinente é que Crescimento Econômico é diferente de Desenvolvimento Econômico (muito clara a distinção em nossa CF 1988), sim isso é verdade. Acredito na possibilidade de aperfeiçoarmos o debate e o diálogo, paradigmas mudam, para melhor, inclusive.
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