O Ministério da Economia estuda uma forma de autorizar o congelamento do salário mínimo em momentos de aperto fiscal. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o plano é retirar da Constituição a determinação de que o valor seja corrigido pela variação da inflação. A regra que possibilitava o reajuste do salário mínimo acima da inflação deixou de valer em 2019. Essa nova mudança, no entanto, permitiria o congelamento do mínimo, sem reposição da inflação. Em termos práticos, estamos assistindo a consolidação de um Estado cuja responsabilidade fiscal e o pagamento da dívida pública e serviços é o fim. A grande "empresa" tende a ser lucrativa (superavitária). Eis a questão, lucrativa para quem? Pode-se falar em Estado e em lucro? Confesso que vou precisar me debruçar sobre o tema, uma vez que na atual conjuntura macroeconômica observamos o controle inflacionário e o desemprego de aproximadamente 12,6 milhões de brasileiros (11,5 %). A socialização das perdas é um mérito da nossa História, tudo em função de quem não aceita discutir uma reforma fiscal progressiva e que inclua a tributação de fortunas (isso só no mundo onírico dos leitores de Piketty).
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