Até maio desse ano, os ataques aos povos de Umbanda e Candomblé no Brasil se igualaram a todos que ocorreram no ano passado. O discurso de ódio se inflama contra os povos do terreiro, e muitas pessoas os enxergam como seita ou tradições culturais, e não como religiões, como devem ser tratados de fato. Os ataques têm ocorrido contra todos que não são praticantes de religiões cristãs, como budistas e mesquitas islâmicas. A questão é que negar a identidade religiosa é negar a existência de qualquer sagrado. Não é possível ter consciência religiosa sem reconhecer o sagrado. A Umbanda e o Candomblé são historicamente vistos como indignos, e ridículos. Os praticantes são vistos como bárbaros e rudes. Também vale dizer que a dignidade do sagrado da Umbanda e do Candomblé é negada, não são vistas como o sagrado de outras religiões. Portanto, a invasão de terreiros não é considerada uma profanação, mas sim uma invasão justa de um lugar qualquer.
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