O Brasil está entre países que menos cobram impostos sobre renda no mundo. Para muitos brasileiros (sim, para muitos) essa informação pode ser vista com bons olhos, mas tendo em vista que o ônus tributário recai sobre o consumo (sistema regressivo), ou seja, um sistema estruturado para ser injusto, já que possui um peso maior sobre os que tem menor renda (grande maioria da população brasileira). A comparação desse dado com o de outros países evidencia o quão vantajosa é a nossa estrutura fiscal, para os abastados (sem qualquer juízo de valor, questiono o aparato estatal que favorece um grupo em detrimento de outro). Constatamos que a nossa regulação segue penalizando os que já se encontram a margem da 9° sociedade de consumo do globo terrestre, uma vez que assistimos ao desmonte das políticas públicas (ao invés de se avaliar o real custo-benefício e social da política) e no que tange ao combate dos privilégios, nada a cortar ou alterar. A proposição de uma Reforma Fiscal em inobservância à necessidade de alteração de uma estrutura majoritariamente regressiva, para uma progressiva, é para a manutenção da estrutura de privilégios, que é injusta, em um cenário político que muito se questiona as políticas redistributivas, migalhas dada a realidade dos privilégios. Inclusive, estamos falando do Brasil, onde inexiste igualdade de oportunidades.
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