Diversidade e inclusão: a tendência obrigatória Passada mais uma temporada de semanas de moda, fica literalmente visível o quanto esse mercado ainda é prioritariamente composto por rostos brancos e loiros e corpos altos e magros. O que, além de ser extremamente problemático e preconceituoso, empobrece o show e desfiles que poderiam ser ainda mais incríveis. Fico refletindo especialmente na incapacidade dos responsáveis em perceber isso. Perceber que um desfile e uma coleção diversa, capaz de vestir peles, corpos, idades e simplesmente pessoas diferentes, engrandecem uma marca. Se por algum motivo, essas pessoas não sentem a necessidade de diversificar e incluir pelos motivos teoricamente corretos, por responsabilidade e consciência social, que o fizessem então para atender a demanda de um público consumidor cada vez mais crítico e exigente, ou simplesmente pelo mínimo de sensibilidade em perceber que roupas diferentes usadas por pessoas diferentes fazem um espetáculo muito mais bonito. Sei que o mercado já deu alguns passos, e muitas marcas já tem se conscientizado e feito esforços significativos para mostrar que a moda pode e deve ser pra todos, mas as dimensões ainda são pequenas e não acho que seja o caso de nos contentarmos. Essa é uma questão muito séria que precisa sim continuar em pauta até que a diversidade nas passarelas seja tão natural, quanto nas ruas. E torço muito para que isso aconteça para que possamos ter cada vez mais prazer em acompanhar e valorizar a moda como um instrumento valioso na definição de nossas identidades e formação de indivíduos, que mesmo únicos, fazem parte do mais diverso universo.
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